Finalmente.
Não me importo se pensas
O que falas são falsas aparências
Tão aparentes quando me olha
Escoltada de legendas.
Que irrefutáveis, e sem sentenças,
Sem pena, delatam-te.
Não me importo o que penso
O que faço não tenciono
E se me perco o juízo
Roubo-te parte , equilíbrio
E traio um vício, erradicado.
Num cego olhar,
Imprevisível.
Não me importo o que faço, mas faço.
pois o que fazes, qualquer espontaneidade,ilude
O que falas contrasta atitudes, uma cortesia tão rude
Que me parece suave aquele tapa na cara.
Viro-me.
E se agora me importo,
não faz alguma diferença.
A lucidez fica.
A insensatez caminha,
e de costas vou-me embora.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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