Controle de qualidade.
Nós somos as máquinas
Combustando motores
Robores cibernéticos
Patéticos no amor
Desafiamos a gravidade
Massacramos nossas espinhas
O sol se Poe despercebido
Imponentes, destruídos
Definhando numa mesa
Assim, de ombros moídos
Salivando o gosto amargo
De um tempo despercebido.
Somos essas máquinas
Com parafusos milimetrados
Desregulados na perfeição
Insistimos em equilibrados tombos
Em troca de enrugados milhões.
Tudo pré-meditado
Sem respirar uma meditação.
Incolores, despreparados
Escondidos em cubos de concreto
Amarrados em telas camufladas
Uma realidade abstrata
A memória falha,
Não recorda o gosto da água salgada.
Sanidade não fala
Mas o corpo insiste,exala
Formas anatômicas
Cedem a vez,
Loucura narcisista
Fórmulas arquitetônicas
ao lado do sarcástico projetista
que manipula a sua maquinaria,
Duvida.
E tem certeza da derrota que seria
Essa maquina não veria a vida
Não vale a pena colocar uma pilha
Para fazê-la andar.
(M.Seba)
terça-feira, 13 de abril de 2010
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