Fim de Noite.
Exala orgia, degusta amargo a boca vazia, saliva retalhada em mil pedaços de palavras soltas, por acaso combinadas no inferno imaculado de retardados, loucos soltos na noite, inconscientes, rindo da biomecânica dos seus próprios membros desobedientes, controlados por suas faltosas cabeças fora do lugar.Mergulham na fumaça, entranha em suas mentes, matam-se, tentam suicidar seus órgãos que não farão falta por algumas horas, ou até acordarem. Tentam fugir de onde seus próprios sapatos enterraram-se, bocas e mais bocas já não falam, sujas delinquentes, a procura de outras que lhe façam babar e que sequem seus lábios para que eles possam falar que não são carentes. Uma farsa. cambaleia até a porta, moedas no bolso, tem fome,e não se lembra do nome, daquela saliva que tanto prezava, que agora não está na sua casa. A boca vazia, degusta amargo,e da noite para o dia, mais uma manha, exala orgia. (M.Seba)
terça-feira, 13 de abril de 2010
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