Mulher de Porcelana.
Na mesa, galanteada dama realeza
Na cama, vadia, malícia me clama.
Faz pose, postura penetrante
Embebido na presença meretriz de olhos amantes.
Cortesia profunda alinha-se em elegantes trejeitos
Fina-se por meu corpo bandido, já consumido.
Maneja a taça de prata burilada com traços finos
Toda essência é invadida em um solitário e irracional suspiro.
Priva-se a manipular puros nobres sorrisos
Sua bendiga silhueta rabisca formas às cortinas
Em vestes douradas, castidade lícita transpira.
Não impede ordinários dizeres de bocas sujas e cretinas
Requintado jantar finda
Saciada ,goza a indizível sensação
Mulheres se engrandecem e se despedem
Com a sórdida mente que falha a antiga devoção
Estimam as regalias de um lar agasalhado
Uma cama para vadiar a uma mesa adornada.
Mulher de porcelana, dócil manejada
Em uma roda de cachorros poetas esfomeados.
(M.Seba)
terça-feira, 13 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário